A Autora

“Perguntas terríveis: quem sou eu? Como sou? O que ser? Quem sou realmente? E eu sou? […] Perguntas maiores do que eu.”
Clarice Lispector (ah, vá?!)

Eu não gosto de falar sobre mim. Basicamente.
Não gosto de definir, não gosto da palavra “definição”, é muito “definitiva” e se eu realmente acreditasse em coisas definitivas, o blog não teria esse nome.
Eu sou tantas coisas ao mesmo tempo, e mudo sempre que acho necessário, integro novos valores, excluo valores antigos, modifico-os, moldo-os. Eu não sou a mesma de ontem, nem a mesma que serei amanhã, porque tudo muda o tempo todo. Já disse o filósofo:

“Nenhum homem banha-se duas vezes no mesmo rio, pois nem o homem, nem o rio são mais os mesmos.”

Viver é estar em constante movimento, e nem tudo em nós deve permanecer. Quem  olha para trás e vê exatamente a mesma pessoa, deve se preocupar…
Mas vou tentar um breve resumo do que sou, hoje.

Primeiramente, vamos às devidas apresentações: me chamo Aline, tenho 20 anos, e resido na terrível humilde cidade de Bauru, interior de São Paulo.

Nota mental: “Isso parece mais uma reunião de narcóticos anônimos ou coisa do tipo.”

Pois bem, atualmente estou cursando Psicologia – um sonho realizado graças a minha teimosia e insistência… Ou devia chamar de perseverança?

♫ “Eu não desisto assim, tão fácil, meu amor, das coisas que quero fazer e ainda não fiz.” ♫

Por que psicologia? Bom, eu sempre quis, desde não lembro quando… Realmente sou apaixonada pela mente humana, pela sua subjetividade, pela sua complexidade e, ao mesmo tempo, pela sua simplicidade. A humanidade me fascina, as relações entre os seres humanos e toda a rede que isso envolve.
Não há outra coisa que eu queira fazer no mundo, além de decifrar os mistérios do homem, de seu comportamento, de sua funcionalidade. Eu nasci pra isso!

Sou também voluntária de um projeto social no qual entrei há pouco tempo, mas que já faz parte da minha vida! Então, pode-se dizer que sou palhaça nas horas vagas. E, modéstia à parte, ser palhaça é uma das coisas que eu sei fazer de melhor. Aliás, o ‘slogan’ do projeto eu visto e me cabe muito bem:

“Eu sempre posso te fazer sorrir!”

E sabe o que é melhor nisso tudo? Sempre que faço alguém sorrir, isso me faz sorrir, e tudo parece valer a pena. Essa foi uma das melhores escolhas que eu fiz na vida… E eu me orgulho toda vez que me maquio e visto meu nariz vermelho.

Não sou fanática por leitura, embora goste bastante de ler, você não vai encontrar na minha casa uma estante com centenas de livros. Mas admiro muito gente que o faz, queria ser assim, quem sabe quando eu crescer…
Também não sou a pessoa mais culta que você conhece, na verdade, a maioria dos meus amigos deve me considerar uma louca varrida sem conteúdo relevante, alguns nem sabem que escrevo. Mas isso deve-se ao fato de eu nao escancarar minha vida à todos, com alguns reservo-me no direito de apenas conviver, sem me aprofundar de qualquer maneira.
Também não sou escritora, e nem pretendo, sou apenas uma aventureira que se atreve a brincar com palavras e entrelinhas.

Razão e emoção nunca andam juntas comigo, aliás, sou bem extrema, ou oito ou oitenta. Por isso estes dois pólos tendem a ser muito intensos na minha vida, se é pra ser racional, eu sou até demais, mas se é pra ser emotiva, eu esqueço que a razão existe. Bem ou mal, é uma coisa que faz parte de mim muito intimamente e não faço questão de mudar.
Geralmente tendo para o lado racional. Não sou muito sentimentalista, descobri isso há pouquíssimo tempo, mas digo sentimentalista do tipo emotiva e dificilmente ajo por impulso. Digamos que eu seja mais calculista e lógica, penso muito antes de colocar em prática, é uma mania vanguardista, minha mente age em função do futuro, já projeto as mil possibilidades antes de tomar uma decisão. Às vezes é ruim, às vezes não!

Enfim, sou uma Aquariana nata! Discípula do vento! Amo a liberdade, amo o conhecimento, a humanidade mais do que o ser humano. Completamente alheada, presto atenção em mil coisas ao mesmo tempo, devaneio sozinha, totalmente observadora. A favor das boas causas, revolucionária, líder nata. Pau pra toda obra, topo qualquer parada, mesmo aquelas mais bizarras, aliás, essas são as que eu mais gosto! Sou maluca, esquisita, excêntrica, simpática, pateta, palhaça (meus amigos que o digam!). Mas também sou reservada e um pouco individualista, às vezes anti-social, mas isso é algo que venho trabalhando e já melhorei bastante… Detesto me sentir sufocada, invadida, detesto proximidade demais, intimidade demais, manter o meu mistério e o meu secreto particular é essencial. Larguem a aquariana! E sai da frente que ela quer passar. Não atrase minha vida, não me impate, não me faça esperar e não me espere, eu tenho sempre muita pressa de tudo e estarei sempre dois passos a frente. Minha mente é vanguardista e meu coração é obsoleto.

Tem mais sobre mim na publicação de título “Obra não-prima” ( que o WordPress está me impedindo de fazer um link direto).

Amor? Ah, sempre tem essa pergunta…
Não vou falar do passado, como antes fiz aqui nessa mesma descrição. Só posso dizer é que aprendi muito a esse respeito, mesmo com meus 20 anos, hoje tenho uma visão do amor muito mais madura do que antes, e talvez muito mais madura do que muita gente por aí… Mas, ainda assim, é apenas uma visão. Depois que reconstruí meu conceito de amor, não tive a oportunidade de vivenciar na prática, e a única experiência que tive até hoje foi bem diferente de tudo o que penso e acho agora. Mas é mesmo assim, aprendemos apenas com a prática e eu sei que uma próxima experiência virá somar tudo o que aprendi, como também mostrar o que pode estar equivocado nessa minha concepção.
Acredito no amor, acredito muito! Mas deixei para trás muitos ideais românticos, muitos vícios impostos pela sociedade que só fazem as relações adoecerem, deixei de idealizar e de esperar pelos contos de fadas e felizes para sempre. Hoje eu encaro o amor com muito mais realismo do que antes… E não o procuro mais a todo instante (ou pelo menos, tento!), acho que um dia a gente se encontra…
Se sinto falta de amar? Claro! Sempre! Ninguém nasceu pra viver só e eu tenho tanto amor em mim, que às vezes isso dói, sinto uma vontade imensa de compartilhar, e aí eu canalizo essa energia toda em outras coisas (ou pelo menos, tento!), e faço o melhor da minha solidão, não quero alguém pra me salvar dela, não quero alguém que me salve de coisa alguma! Não vejo a solidão como martírio e não vejo o amor como salvação. Sozinha eu aprendo mais sobre mim, me conheço, me aceito antes de aceitar outra pessoa, isso é fundamental… Só quando nos conhecemos, quando somos completos, é que podemos completar alguém. Você não pode doar o que não possui.

“Para ser dois, antes, é necessário ser um.”
Fernando Pessoa.

Você pode ler sobre o meu conceito de amor na publicação intitulada “Amor e mito” (que eu também não consegui linkar. WordPress manda um beijo!)

Enfim, sou cheia de defeitos e difícil de lidar, não faço questão nenhuma de esconder isso, admito sim meu lado negro e sei que ele se exalta, às vezes… Mas, como disse a grande Marilyn Monroe:

“Se você não consegue lidar com o meu pior, então, com certeza, você não merece o meu melhor.”

Isso é um pouco de mim, um pouco que acabou virando um grande texto. Eu não sei resumir, definitivamente. Ou oito ou oitenta.


Uma resposta para A Autora

  1. Rafael Rabelo disse:

    Hey Lua!!

    Gostei muito, muito do visual do blog. Demorou e demorou, mas quando fez, fez direito eim ^^

    Também adorei seu about, claro!
    Tem Fernando Pessoa e A Menina que Roubava Livros!

    Fora que também tem uma das minhas autoras prediletas…

    Não concordo com todas as idéias, mas bem, se eu concordasse, seria chato neh?

    Abraços!
    E espero mesmo que vc comece e nunca pare de postar ^^

    E pra deixar claro: eu nunca fui embora. xD

    Au revoir, lune!
    Até mais!

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