Antes tarde do que nunca.

Quero dizer a todos que mentiram pra mim esse tempo todo! Quem foi que inventou que o tempo ensina? Que o tempo é o senhor da razão? Isso é uma mentira folclórica! Porque, nesse tempo todo, eu aprendi foi com ausência! O que me preencheu foi a falta…
Na distância aprendi o valor do espaço (espaço que não dei);
A solidão me mostrou a importância do ar que roubei;
Aprendi a estar errada;
O silêncio hoje faz pensar, e não pesar;
Descobri o que é pedir, e não mandar;
E que confiar é questão de fé, é crer sem ter de provar;
Aprendi que amor não é ditadura;
Aprendi que de nada vale ser tão dura;
Descobri que não há contratos nem leis na convivência;
Aprendi, mas aprendi com a ausência.
O tempo apenas não ensina nada, só envelhece. Quem ensina são as circunstâncias a que se remete. E aprender não depende de tempo, depende de caráter.
A ausência me mostrou o tamanho e a gravidade dos meus erros, mas eu só os enxerguei quando estive disposta, o tempo só serviu para pensar, não foi ele quem decidiu por mim, mudar.
“Espera que o tempo ensine” é o pior conselho que se pode dar.
E eu esperei, a princípio esperei que o tempo fosse milagrosamente me ensinar algo, e foi um tempo perdido. Me vi sozinha, com os mesmos defeitos de antes. Só aprendi quando quis, de fato, mudar. Quando entendi porque deveria mudar.
Hoje eu sei o quanto estive errada, cega e irredutível;
Sei que a razão é relativa, nunca uma verdade absoluta;
Sei que não existem verdades absolutas, apenas pontos de vista passíveis de mudança;
Aprendi que para fazer alguém feliz você precisa, em primeiro lugar, mantê-lo livre;
E que para ser feliz com alguém você precisa não depender dele;
Que aceitar tudo não é amar, mas proibir tudo também não;
Aprendi que nunca se deve invadir o sagrado individual de ninguém;
Que o outro precisa dele para viver, e eu também;
Aprendi que pedir desculpas não me faz menor, me faz crescer;
Aprendi que perdoar de verdade não é esquecer, mas compreender;
Que aprender com os erros não é ignorá-los, mas reconhecê-los;
Aprendi que ser certinha demais é cansativo para todos;
Que aventuras e riscos são necessários;
Aprendi com um adeus que eu nunca terei o controle de nada nem ninguém;
Que superioridade é, na verdade, autodestruição;
Que não se pode –nem se deve- mudar ninguém, cada um é um autêntico ímpar;
Aprendi que certas palavras causam dores quase físicas;
Aprendi que vale mais um sorriso aberto do que uma ferida aberta;
Que magoar alguém que se ama pode ser sua última sentença;
Aprendi com a saudade e a ausência que eu deveria ter aprendido com a presença.

Aprender com os erros e mudar é difícil, mas mais difícil é se fazer acreditar por quem um dia fizemos sofrer.

…………………………………………………………………………………………………………………………………

E a dona lagarta megera e feia vira borboleta, sai do casulo, aprende a voar. Refletir é crescer.

“É cedo ou tarde demais?” ♪♫

 

 

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Uma resposta para Antes tarde do que nunca.

  1. Aline,
    AMEI seu texto! Na verdade, me emocionei! Dessa vez eu que digo: “Parece que foi feito para mim”. Muita sensibilidade… Aprender com os nossos tropeços é o que realmente confere sentido a tudo aquilo que passou. De que adianta viver, sem extrair da vida o que ela pode nos ensinar, mesmo que seja de um jeito estranho.
    Toco violão sim, mas não tão bem quanto você. Na verdade estou voltando a tocar para agradar a minha filhota. Ela pede e eu toco e só tem 1 ano e 5 meses (rsss).
    A arte me persegue ou eu a persigo, sei lá… Mas nesse aspecto, o único medo de verdade é o de me perder das palavras, pois elas são essenciais na minha vida!

    Bjs carinhosos.

    Erica

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